Estudo sobre
Setor FMCG
em Portugal
O setor de Fast-Moving Consumer Goods (FMCG) atravessa uma fase de transformação marcada pela evolução dos hábitos de consumo, pressão sobre margens, digitalização e necessidade de novas competências.
Este estudo da Gi Group Holding apresenta uma visão integrada do setor FMCG em Portugal, analisando a sua relevância económica, evolução do mercado de trabalho, perfis mais procurados, competências-chave, desafios e oportunidades, tendências salariais e casos concretos de atuação no setor.
O FMCG continua a ser um dos motores do mercado interno português
O grande consumo assume um papel estruturante na economia nacional e reflete diretamente a evolução do poder de compra, dos comportamentos dos consumidores e das estratégias das empresas.
Em 2025, o setor beneficiou de um contexto de estabilização macroeconómica e recuperação gradual do rendimento real, embora os consumidores tenham mantido uma elevada sensibilidade ao preço e uma maior seletividade nas decisões de compra.
Ao mesmo tempo, a pressão competitiva entre marcas de fabricante e marcas de distribuição, a necessidade de eficiência operacional e a aceleração da transformação digital estão a redefinir as prioridades das organizações.
O peso do FMCG na economia portuguesa
218,8 MIL
Empresas no setor do Comércio
860,6 MIL
Trabalhadores no setor do Comércio
210,8 MIL MILHÕES €
Volume de negócios
28,3 MIL MILHÕES €
Valor acrescentado bruto (VAB)
O comércio a retalho representa 56,5% das empresas e 56,4% do emprego do setor, enquanto o comércio por grosso concentra 49,0% do volume de negócios.
As empresas integradas em Unidades Comerciais de Dimensão Relevante (UCDR), apesar de representarem apenas 0,4% do total de empresas, concentram 41,8% do volume de negócios e 30,1% do pessoal ao serviço
Como está a evoluir o consumo em Portugal?
A estabilização da inflação e a recuperação gradual do rendimento real contribuíram para uma normalização do consumo em 2025. Ainda assim, os consumidores mantêm-se mais seletivos e sensíveis ao preço.
+3,5%
consumo privado em volume em 2025
O grande consumo continua a assumir-se como um pilar estruturante da economia nacional, refletindo de forma direta o poder de compra e as expectativas das famílias. Em 2025, observaram-se mudanças nos comportamentos de compra: maior seletividade, combinação de diferentes formatos de retalho e uma procura crescente por propostas de valor claras, que traduzam qualidade, preço e confiança.
Que desafios estão a marcar o setor FMCG?
A atração e retenção de talento qualificado, a digitalização e a necessidade de aumentar a eficiência operacional estão entre os principais desafios das empresas do setor.
Ao mesmo tempo, o crescimento de canais alternativos, a utilização de ferramentas analíticas e a automação estão a criar novas oportunidades.
+4,8%
inflação dos bens alimentares não transformados em 2025
Como evoluiu o consumo em Portugal?
+ 1,9%
PIB em volume
+3,5%
Consumo privado em volume
1.694 €
Remuneração bruta mensal média
Guia Salarial 2026: FMCG
Num mercado marcado pela crescente competição por talento qualificado, conhecer os níveis salariais praticados é essencial para apoiar decisões de recrutamento, retenção e gestão de talento.
Em 2025, a remuneração bruta total mensal média em Portugal situou-se nos 1.694 €, com um crescimento real de 3,2%.
No FMCG, verifica-se uma dualidade salarial: as funções operacionais de retalho e logística tendem a situar-se próximas da média nacional ou ligeiramente abaixo, enquanto os perfis técnicos especializados apresentam remunerações superiores, refletindo a escassez relativa de talento qualificado.
A digitalização representa outro desafio incontornável. Apesar dos avanços registados nos últimos anos, muitas organizações continuam a ter um caminho significativo pela frente na utilização de dados, na personalização da experiência do consumidor e na construção de capacidades digitais que permitam decisões mais rápidas e informadas
O mercado de trabalho está a mudar
A evolução do setor tem vindo a transformar as necessidades de talento. A maior complexidade operacional e a crescente digitalização estão a aumentar a procura por profissionais capazes de combinar conhecimento de negócio, competências analíticas e literacia digital
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